Após queda de patente, o que falta para o Ozempic ficar mais barato no Brasil?
Entenda o que ainda impede a chegada de versões mais baratas ao mercado
A queda da patente do Ozempic, que aconteceu nesta sexta-feira (20), vinha sendo tratada como um possível ponto de virada para o acesso ao medicamento. Mas a expectativa de mais oferta e preços menores ainda não se concretizou.
Mesmo com o caminho aberto para novos fabricantes, esse movimento não acontece de forma imediata, pois ele também depende de uma série de etapas regulatórias e técnicas que ainda estão em andamento.
Hoje, ao menos 15 pedidos relacionados à semaglutida estão em análise na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em diferentes estágios. Parte desses processos está na fase de exigências técnicas, que é quando a Anvisa solicita informações adicionais às empresas.
Esse retorno pode envolver desde esclarecimentos sobre os estudos apresentados até ajustes em métodos de análise e controle de qualidade.
Em nota, a Anvisa informa que, “no caso de medicamentos complexos, como os derivados da semaglutida, é necessário um exercício de comparabilidade que comprove qualidade, segurança e eficácia compatíveis com o medicamento de referência”.
Na prática, isso reflete as características da própria substância e a forma como ela é desenvolvida e avaliada.