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Brava Energia alcança excelência global com prêmio máximo do setor de óleo e gás

Empresa é a primeira independente brasileira a ser premiada com o OTC Distinguished Achievement Award for Companies. Conquista pelo desenvolvimento do Projeto Atlanta é dedicada aos colaboradores e à indústria

Brava Energia alcança excelência global com prêmio máximo do setor de óleo e gás

A Brava Energia venceu o OTC Distinguished Achievement Award for Companies 2026. A premiação possui o maior prestígio da indústria de óleo e gás mundial e pela primeira vez foi concedida a uma empresa independente do Brasil. 

O prêmio ressalta a capacidade da companhia em desenvolver, de forma pioneira para uma empresa privada brasileira, um sistema de produção em águas profundas desde a sua fase inicial (greenfield) – o Sistema Definitivo de Atlanta, na Bacia de Santos.

Com este feito, a Brava se torna a primeira operadora independente brasileira a receber o “Oscar” da indústria offshore, juntando-se a um grupo restrito, reafirmando sua expertise para gerenciar e operar projetos de alta complexidade.

Referência internacional

O Campo de Atlanta foi descoberto por um consórcio de grandes empresas no início dos anos 2000. Mas, com um reservatório pouco consolidado e com petróleo pesado (alta viscosidade), o projeto foi considerado inviável na época. Os poços foram chamados de “imperfuráveis” e a produção era tida como impraticável.

Em 2012, a Queiroz Galvão Exploração e Produção (depois Enauta e hoje Brava Energia após fusão com a 3R Petroleum), adquiriu participação e se tornou operadora do ativo. Em 2018, a produção foi iniciada através de um sistema piloto, utilizado para capturar conhecimento e validar premissas operacionais.

Em março de 2020, a pandemia trouxe ainda mais incertezas e desafios à implementação do Projeto, ainda assim, em 2022, a BRAVA aprovou o investimento de mais de R$ 6 bilhões para a Fase 1 do chamado Sistema Definitivo. 

A conquista celebra a capacidade técnica da Brava em coordenar um complexo ecossistema de fornecedores e parceiros estratégicos. O projeto envolveu empresas como Yinson, OneSubsea, Baker Hughes, Sapura, Prysmian, Constellation, entre outras. Essa gestão foi fundamental para garantir a entrega, atestando a confiança de investidores e o compromisso de fornecedores no empreendimento.

Em 2024, a Brava concluiu uma parceria com a norte-americana Westlawn Americas Offshore, que adquiriu 20% de participação em Atlanta, tornando-se a primeira petroleira estrangeira a ingressar no Brasil em cinco anos.
Pessoa com capacete verde

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Salto operacional

Em operação desde dezembro de 2024, o Sistema Definitivo de Atlanta trouxe um salto de escala para a Brava. O FPSO Atlanta (unidade flutuante que produz, armazena e descarrega petróleo) tem capacidade para produzir até 50 mil barris de óleo por dia e estocar até 1,6 milhão de barris de petróleo.

O novo navio-plataforma tem quase o dobro do tamanho do FPSO Petrojarl I, que operava no sistema piloto. Em produção desde o final de 2024, o Sistema Definitivo de Atlanta já ultrapassou 11 milhões de barris de óleo produzidos – se somado o sistema piloto, são quase 45 milhões de barris. A eficiência operacional foi evidenciada pelo recorde diário de produção de 45,5 mil barris, um marco que aproxima a operação da capacidade total da unidade.

Localizado a 185 quilômetros da costa do Rio de Janeiro em lâmina d’água superior a 1.500 metros, Atlanta é considerado o campo de óleo pesado mais profundo do mundo. Para viabilizar sua produção, a inovação do projeto também está na elevação artificial do óleo: operar com dois poços conectados a uma mesma bomba multifásica, solução inédita em condições tão desafiadoras.


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